Kandinsky – LADO B
Kandinsky_meu estudio_ladob

*Dica: leia enquanto escuta ESTE SOM 😉

O esperado, funciona. O inesperado, encanta. Com a arte não é diferente: lado A para as músicas socialmente aceitas; finais mornos para enquadrar grandes cineastas na indústria hollywoodiana; artistas, deliberadamente, transformados em criadores de pano de fundo para selfies. De um lado, o pessoal do “não mexe em time que está ganhando” e, do outro, o público que nunca aumentou o som para ouvir o lado B de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e que não separou 2h21 minutos da vida para apreciar 2001- Uma odisseia no espaço. Todos em busca do esperado que funciona mas, dificilmente, será memorável.

“Kandinsky: tudo começa num ponto” – Quando o esperado dá lugar ao inesperado
Você espera o abstracionismo e, sim, ele está lá. Você quer ver de perto a influência de Bauhaus nas obras? Fique à vontade, o material é vasto! Agora, o que torna essa exposição única é o encontro com as raízes do pintor russo. A paixão pelos contos de fadas, despertada e incentivada pela tia contadora de histórias; sua conexão com São Jorge, que resultou em inúmeras telas no início da carreira; sua fortíssima ligação com a natureza que, mais tarde, deu origem a uma série de xilogravuras. Poderia esperar por algo assim?

Visitar o CCBB é descontruir a narrativa esperada e simplória de: “Kandinsky sinônimo de abstracionismo” e dar lugar a uma experiência totalmente inesperada – que inclui adentrar a obra com óculos 3D e ter uma aula de quatro minutos sobre formas e cores. Experimentar, interagir, criar conexões: assim o aprendizado é imediato e transferido, sem escalas, para o “arquivo de aprendizagens” de maneira leve e prazerosa.

Aumentar o som e encontrar o lado B de Kandisky é, magnificamente, encantador. E é isso que buscamos aqui, todos os dias.

[Texto: Carol Mondin]

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