Por que Mad Max é relevante para o mundo das apresentações?
Mad Max apresentacoes meu estudio

Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015) é um filme rápido e extremamente emocionante, com uma fotografia coesa e rica. A escolha das cores azul e laranja equilibra as cenas e agrega um teor menos pesado ao filme. Embora se passe no meio de um deserto sem fim, não existe aquele clima amarelado, que é suavizado pela contraposição das cores frias e quentes.

A sucessão dos movimentos também é algo igualmente interessante: algumas das cenas são mais aceleradas que outras, mantendo um ritmo estabelecido pela música frenética e pelo calor.

Seus personagens adquirem um poder conteudista, além de serem o gancho para que as coisas aconteçam. É interessante notar como eles estabelecem relações unicamente por meio do instinto de sobrevivência e como essas relações vão crescendo ao longo da trama.

Todo movimento artístico tem a ver com apresentações e isso não é diferente com o cinema. Cada apresentação tem uma história, tem uma fotografia, uma linearidade, uma composição. Tudo é milimetricamente pensado desde o começo para que sua concepção expresse exatamente aquilo que se deseja.

[texto Bruna Nery]

Leave a Reply

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>