Mais cor, por favor
MAISCORPORFAVOR

Essa história de que São Paulo e cinza são sinônimos está começando a ganhar um novo – e feliz – final. O primeiro O.bra Festival revitalizou a região central e arredores com cor, muita cor! Durante todo o final de semana o Largo do Arouche foi ocupado por artistas do Brasil e do mundo, música, cerveja gelada, carrinhos de lanche, bichanos de estimação e até mesa de ping-pong. Cidade para as pessoas, como gostaríamos que fosse possível sempre.

Paredes de até 40 metros de altura foram transformadas em murais por nove artistas brasileiros, pioneiros no grafite, consagrados dentro e fora do país. Mas a curadoria do O.bra queria mais. Para promover o intercâmbio entre talentos e fortalecer a criação coletiva, cada um dos artistas convidou mais um. 36 mãos para colocar na massa. Ou, na tinta.

"Meia Noite Em pleno Largo do Arouche Em frente ao Mercado das Flores Há um restaurante francês e lá te esperei" Autor de "Freguês da Meia-Noite", Criolo foi homenageado no painel pintado por Speto

Meia Noite
Em pleno Largo do Arouche
Em frente ao Mercado das Flores
Há um restaurante francês
e lá te esperei
Autor de “Freguês da Meia-Noite”, Criolo foi homenageado no painel pintado por Speto em parceria com o italiano Never2501

Representantes da Ucrânia, Chile, Japão, Polônia, Irlanda, Itália passaram 10 dias com seus arsenais de rolinhos e sprays, entre respingos de tinta, novas ideias, novos laços, sobe e desce nos lifts, chuva e suor e, no final, criaram um verdadeiro oásis em uma região conhecida apenas por abrigar a cracolândia.

Arte de rua ressignifica os lugares e possibilita uma nova narrativa para as pessoas que, a partir de agora, têm uma nova história para contar.

[texto Carol Mondin]

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