Corrida pela produtividade
Correr

Uma das coisas que me inspiraram a usar este espaço para falar sobre corrida é bem óbvia: é uma de minhas paixões. Mesmo presente, começou a ser levada mais a sério desde janeiro de 2014. Mas algo me motivou a relacionar o tema com a palavra performance. Não a performance em provas, mas sim a profissional, a empresarial.

Em uma coluna que Nizan Guanaes, um dos mais importantes empresários/criativos/publicitários do país, escreveu para a Folha de S. Paulo, ele relata o significado que atribuía à corrida antes de completar sua primeira meia-maratona (leia AQUI) e o que aconteceu depois da prova (AQUI).

Além de ter achado uma fofura o fato de que aos 57 anos que ele completou sua primeira meia-maratona, me identifiquei 101% com a visão apresentada sobre a relação corrida com nossas vidas profissionais, indo além do clichê da saúde e da qualidade de vida.

Pessoalmente, minha intenção no começo era perder uns quilinhos e encontrar um esporte que não me machucasse mais. Já calejada por uma cirurgia no joelho, herdada do futebol, iniciei a trotar e seguir ativa de alguma maneira e, no fim, acabei picada pelo famoso “bichinho da corrida”.

Fui descobrindo ao longo dos quilômetros, assim como Nizan, que correr imita a vida profissional e não dá chance para “chinelinho”. Se não houver disciplina e treino para chegar mais longe e/ou mais rápido, você não vai sair do lugar. Algumas meias-maratonas e várias provas depois, vejo que os benefícios vão além do que imaginava no começo e que a corrida produz metas, foco, disciplina e superação não só para as provas.

Meu horário de treino é sagrado e minha agenda é inteiramente montada em volta dele. É minha terapia, de verdade. Quer melhor momento para refletir, acalmar e tomar decisões do que uma horinha com você mesmo?

A qualidade do meu sono melhorou, minha alimentação também e, consequentemente, meu rendimento diário. Fora que saio do treino renovada, com decisões tomadas, ideias novas, planos e mais fôlego para encarar a rotina pesada que a grande maioria das pessoas tem diariamente.

Claro que a SUA terapia pode não ser a corrida, e que você talvez tenha alergia ao “bichinho da corrida”, mas pense no que disse Nizan: “a coisa que mais adoro na corrida é que ela não resolve os problemas, mas os deixa do tamanho que eles têm”. Estabeleça metas curtas, alcançáveis, e encontre o que te ajudará a encarar as coisas do tamanho que elas são de verdade.

[texto BRU SCHEINER]

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