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David_Bowie

Era 1969 quando David Bowie lançou Major Tom ao espaço. A saga do astronauta perdido conquistou o público e o álbum Space Oddity foi apenas a primeira estrela de uma constelação de sucessos.

Misturando surrealismo, teatro kabuki e ficção científica, poucos anos depois foi a vez do extraterrestre Ziggy Stardust tocar sua guitarra em Marte. O álter ego foi um dos criadores do glam rock, abrindo o culto a purpurina.

Mas Bowie queria sempre mais. Antecipou o punk, chegou as paradas americanas com “Fame” (composta em parceria com John Lennon) e, em plena Guerra Fria, foi viver em Berlim, onde criou três álbuns e “Heroes”, uma de suas mais conhecidas canções.

Foi se reinventando, redescobrindo e transitava da música para a moda, para o cinema, para o espaço com uma criatividade tão absurda quanto genuína. Assim, virou camaleão. Eletrônico, neoclássico, rockstar, “Starman”. No último domingo a supernova David Bowie parou de brilhar nessa terra. Não, sem antes, nos presentear com a última obra: Blackstar.

Dançando de sapatos vermelhos no espaço, permanecerá nos inspirando.

[TEXTO Carol Mondin]

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